Primeira caminhada logo em dois de janeiro. Promessa cumprida... até agora.
Algo em torno de 5 km que cumpri em vinte minutos. E já consegui notar algumas coisas:
- preciso de um tênis novo e decente;
- roupas leves - com esse calor - é primordial;
- não consigo mais andar com a mesma rapidez de quando tinha 20 anos (talvez pelo motivo de que não tenha mais vinte anos...);
- sensação de insegurança em alguns lugares - como o "embaixo da ponte" da foto acima - mesmo as nove da manhã;
- sensação de insegurança nas ruas, no trânsito. Mesmo usando as faixas de travessia de pedestres. O povo anda sem paciência e sem muito respeito ao pedestre, e isso tanto em relação aos carros, quanto também às motos e - novidade - às bicicletas;
- tá calor pra caramba e mesmo sem sol acho que vou ter que usar protetor solar, talvez um boné, e o cúmulo da frescura: garrafa de água e mochila;
- mau estado de conservação das calçadas e inadequação dos itens mais óbvios que um passeio público requer: largura mínima, interferências mal localizadas - postes, telefones públicos, abrigos de pontos de ônibus - e também declividades absurdas, materiais de revestimento escorregadios... isso sem falar nos degraus abusivos e na falta de rampas de acesso aos deficientes...
Talvez mude a caminhada de horário, no final da tarde ou à noite. Fujo do sol e calor mas caio na falta de segurança e na dificuldade de usar um celular para tirar fotos com flash.
Ou mudo para Suécia.
PS: A foto registra uma das escadas helicoidais que dão acesso ao tabuleiro do Viaduto São João Batista, mais especificamente a que parte da Rua Graff. Note que o material da escada é concreto armado - beeem armado - e apesar do ângulo da foto poder te enganar, a escada NÃO está nem engastada na viga do tabuleiro do viaduto e nem apoiada no meio da coluna... ela nasce de um único ponto de apoio no piso sob o viaduto e se contorce em uma volta completa sobre si mesma até encostar levemente na lateral do viaduto... uma maravilha da arquitetura da década de 50. Coisa que não se vê mais por aí...
(O projeto é do Arquiteto Vasco Antonio Venchiarutti, ex-prefeito de jecacity e patrono do colégio técnico onde estudei. Deve ter dado um trabalho desgraçado ao engenheiro projetista da estrutura...hehe)

João!! Parabéns, não sabia que você tinha um blog.. adorei..Parabéns... A sua reportagem é ótima...
ResponderExcluirOi Glau! Que honra, o primeiro comentário do blog foi seu...hehe
ExcluirObrigado pelo elogio, vou tentar manter o padrão.
hum...gostei de aprender sobre "engastamentos" e afins.
ResponderExcluirPois é Raquel... deformação profissional permeando o texto...hehe
ExcluirO sentimento é parecido com o de você ver uma coisa que pela lógica não era para estar lá paradinha, em pé e quietinha. Pelas leis da física ela deveria estar estatelada no chão se alguém antes não tivesse gastado engenho e arte para que aquilo acontecesse.
Com a honrosa contribuição de Márcio Benedetti, meu companheiro de prefeitura, devo indicar a possibilidade de que a escada - atriz principal do texto - pode ter sido construída depois do viaduto pronto. O que faz sentido, já que o entorno do viaduto só foi efetivamente urbanizado depois do viaduto pronto... antes só mato havia.
ResponderExcluirA memória de Márcio apontou a autoria do prodigioso cálculo da estrutura da escada para o grande Engenheiro Vicente Rossi Neto, professor do colégio técnico com quem tivemos a honra de aprender alguma coisa.
Ele se lembrou de um comentário do grande Vicentão a respeito do fato de a escada não estar engastada na estrutura do viaduto... não me lembro... acho que eu estava no Moacir comendo coxinha e tomando coca durante essa aula...
Todo meu respeito ao Grande Vicentão, não tanto pela escada, mas por ter conseguido enfiar alguma coisa de estabilidade das estruturas na minha cabeça...